Doenças

Calvície Genética

Calvície Genética

Também conhecida como Alopecia Androgenética, a Calvície é uma doença que provoca o afinamento progressivo dos cabelos,  levando à redução da densidade e volume capilar. O termo Alopecia Androgenética significa a perda capilar por via androgênica (hormonal) e genética. É o tipo mais comum de alopecia, afetando até 60% dos homens e 40% das mulheres.

A principal via hormonal da calvície é um hormônio chamado DHT (diidro-testosterona). Ele não está alterado ou aumentado no sangue, mas por uma questão genética, age internamente nos folículos capilares levando a um afinamento progressivo. Os fios são acometidos desde sua raiz e podem chegar a um nível de queda irreversível. Por isso, o tratamento precoce é fundamental.

Além do afinamento progressivo, acontece um encurtamento do ciclo capilar. Relembrando das fases do ciclo, na calvície há uma diminuição do tempo de crescimento (fase anágena), com aumento da fase inativa (telógena). Como consequência, os cabelos têm comprimentos cada vez mais curtos, crescem mais lentamente e caem mais facilmente.

A herança genética pode ser materna ou paterna, sendo que atualmente mais de 300 genes já foram relacionados à calvície. Por ter esse caráter poligênico e também depender de fatores ambientais, muitas vezes pode ser um quadro imprevisível, podendo o paciente ter mais ou menos cabelos quando comparado com os pais. A avaliação individual é o mais importante para avaliar probabilidade de progressão.

A calvície é diferente em homens e mulheres?

Os padrões de calvície masculina e feminina são diferentes. Nos homens, geralmente inicia nas entradas ou na coroa, e tem a tendência a acometer todos os fios da região, formando áreas calvas bem evidentes e típicas. Nas mulheres, o quadro é um afinamento mais difuso no alto do couro cabeludo, que poupa alguns fios. O padrão feminino pode ser de percepção mais difícil, sendo que geralmente não causa aumento na queda capilar diária. Quando a queda está aumentada, devemos investigar outras causas.

Como tratar?

A base do tratamento são medicações antindrogênicas que reduzem a ação do hormônio DHT, como finasterida para homens, e anticoncepcionais, espironolactona ou finasterida para mulheres. Associações com medicações tópicas como Minoxidil auxiliam no engrossamento dos fios e têm têm efeito sinérgico. Alguns procedimentos capilares, como a Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP) e a aplicação de luzes e lasers de baixa potência também são bem indicados.

Como a ação hormonal que causa afinamento dos cabelos ocorre apenas dentro dos folículos, e não na pele, uma excelente opção para recuperação capilar é o Transplante Capilar (LINK PARA INTERNA DE TRANSPLANTE) fio a fio . O procedimento consiste em redistribuir a quantidade de fios no couro cabeludo, retirando os folículos saudáveis da área doadora e implantando estes fios na área calva, de forma minuciosa e com resultados muito satisfatórios. O Transplante Capilar deve ser realizado por um profissional habilitado (cirurgião plástico ou dermatologista), membro da Associação Brasileira ou Internacional de Transplante Capilar (ABCRC ou ISHRS).

O diagnóstico precoce é fundamental e o tratamento preventivo e a longo prazo é o mais recomendado. Procure sempre acompanhamento médico, porque os tratamentos variam de pessoa para pessoa e a avaliação fotográfica ou com mapeamento são importantes para definir qual o mais indicado no seu caso.

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